domingo, 26 de maio de 2024

A TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO E SUA DINÂMICA

Fonte: Autor, 2023.

A educação, ao longo dos séculos, passou por diversas transformações. Com o surgimento de novas tecnologia e o surgimento de novas demandas sociais e econômicas, se faz necessário reavaliar a estrutura do sistema educacional. Nesse contexto, a integração do ensino híbrido e das metodologias ativas se apresenta como uma solução promissora para promover uma educação mais dinâmica e inclusiva.

O ensino híbrido, que combina o ensino presencial com atividades online, oferece uma flexibilidade que permite atender às necessidades individuais dos estudantes. Esse modelo não só facilita o acesso à educação, mas também permite que o aluno aprenda no seu próprio ritmo, sendo fundamental e cada vez mais importante. Além disso, o ensino híbrido e online prepara os alunos para um futuro em que a habilidade de navegar e aprender no ambiente digital será essencial.

As metodologias ativas, por sua vez, colocam o aluno no centro do processo de aprendizagem. Diferentemente do modelo tradicional, onde o professor é o único detentor do conhecimento, as metodologias ativas incentivam a participação e autonomia do estudante. Técnicas como a sala de aula invertida, a aprendizagem baseada em projetos faz o aprendizado seja cada vez mais envolvente e significativo. Os alunos não apenas absorvem informações, mas também as aplicam, desenvolvendo habilidades críticas como o pensar, resolução de problemas e criatividade.

A combinação das tecnologias ao ensino e metodologias ativas resulta em um ambiente de aprendizagem mais completo e adaptável. Essa integração potencializa os benefícios, promovendo uma educação que não só transmite conhecimento, mas também prepara os alunos para os desafios do século XXI. Em um mundo em constante mudança, é crucial que a educação acompanhe o futuro, preparando os estudantes para serem cidadãos conscientes, capazes de lidar com a complexidade e a incerteza do futuro.

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

A Cidade e a Presença da Agricultura Urbana


 Referência:
QUEIROZ, Maria Isaura P. Cultura, sociedade rural, sociedade urbana no Brasil. Rio de Janeiro: Usp, 1978.

Fonte: Autor, 2023.

    Ao refletir sobre os espaços urbanos, para muitos indivíduos a ideia de praticar agricultura nas cidades é completamente oposta às atividades tradicionalmente desenvolvidas nesses locais. No entanto, é importante salientar que o crescimento das cidades ocorreu, em grande parte, devido à migração da população rural em busca de oportunidades nos espaços urbanos, resultando na ocupação de terras mistas, desocupadas e terrenos abandonados.

    O crescimento populacional impulsionou o desenvolvimento das cidades, provocando mudanças na paisagem e, ao mesmo tempo, diversificando-a, o que contribuiu para o surgimento de novas áreas periféricas e a expansão das já existentes. Esse fenômeno também viabilizou o estabelecimento de fazendas em meio às áreas urbanas e arredores, as quais, ao longo dos anos, foram gradualmente reduzidas devido ao avanço e evolução do perímetro urbano, impulsionados pela diversificação das atividades econômicas e pelo crescimento da população.

    A realidade dos empregos urbanos, com suas crescentes exigências em termos de formação e experiência, dificultou sua presença e competitividade no mercado de trabalho. Diante da necessidade básica de sustentar e cuidar de sua família, surgiu uma relação global e contínua entre as dinâmicas do trabalho iniciado no campo e a vida nas cidades, considerada como algo normal e culturalmente ligado à terra. Essa interconexão impulsionou o desenvolvimento da agricultura nas áreas urbanas, atendendo à demanda por produção de riqueza e organização social no ambiente urbano.

    A obra de Queiroz (1978) destaca a imperativa necessidade de abastecimento das cidades, reconhecendo-a como um fator primordial para a compreensão das complexas relações que se estabelecem no espaço urbano. As demandas dos setores de serviço emergem como um elemento constante nesse contexto. É crucial ressaltar que, sem um suprimento adequado, as cidades enfrentam limitações no seu crescimento, ficando confinadas dentro de seus próprios limites. Nessa dinâmica, a cidade assume um papel de consumidora ávida dos produtos advindos do campo.

    Essa relação entre cidade e campo é caracterizada por uma interdependência vital, em que a cidade, como consumidora dos produtos rurais, coloca o produto em destaque como um elemento de relevância chave. A origem desses produtos, embora importante em termos de produção e logística, assume uma posição secundária em relação ao impacto que exercem sobre o desenvolvimento urbano.

    Portanto, a visão de Queiroz (1978) enfatiza a centralidade do abastecimento para o crescimento e expansão das cidades, sublinhando a importância do fornecimento contínuo de bens do campo para a satisfação das demandas urbanas e a manutenção das dinâmicas sociais e econômicas no espaço urbano.

(...) a cidade como centro político-administrativo que organiza e domina o meio rural, porém por outro lado é inteiramente dominada e delimitada por este, já que dele depende estritamente no que toca o abastecimento; não podendo ultrapassar demograficamente os limites por este imposto, a cidade é essencialmente consumidora dos produtos do campo (...) (QUEIROZ, 1978, p. 47 a 48).

    A agricultura na área urbana sempre esteve intrinsecamente integrada ao sistema econômico das cidades, porém, somente nas décadas de 1990 foi mundialmente reconhecida e denominada pela ONU como 'agricultura urbana'. Essa prática consiste na produção agrícola dentro dos limites urbanos, o que resulta em uma série de benefícios significativos, incluindo a geração de empregos, o fornecimento de alimentos frescos e a comercialização local de produtos agrícolas. Além disso, a agricultura urbana desempenha um papel crucial na organização das áreas urbanas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a resiliência das comunidades locais e a redução da pegada de carbono associada ao transporte de alimentos. Com o seu reconhecimento global, a agricultura urbana adquiriu uma relevância indiscutível como um componente fundamental para a segurança alimentar, o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida nas cidades.

    Ao redor do globo terrestre, diversas nações têm implementado medidas voltadas à segurança alimentar, baseando-se no planejamento dos espaços urbanos como uma forma de promover o desenvolvimento humano. Esse movimento global culminou na criação de organizações de grande relevância, como a FAO (Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas) e o RUAF (Centro de Recursos para Agricultura e Silvicultura Urbana), entre outras, todas com o propósito de assegurar o acesso à alimentação para a população e fomentar o desenvolvimento humano sustentável.

    Conforme enfatizado por Santos (2008), a compreensão do espaço demanda uma análise das relações sociais presentes, ou seja, a identificação dos agentes envolvidos, os processos em ação e a função desempenhada na construção do ambiente. Nesse contexto, a agricultura urbana surge como um rompimento com a concepção tradicional de que o trabalho agrícola está restrito apenas ao campo, pois ela transforma a produção de alimentos e confere uma dimensão social aos espaços urbanos, aproveitando a disponibilidade de terras e atendendo às necessidades da população. Essa abordagem integrada entre o rural e o urbano representa uma importante estratégia para promover a sustentabilidade, a segurança alimentar e a qualidade de vida nas cidades.

    Nesse sentido, ao incentivar e fomentar a prática da agricultura urbana voltada à produção de alimentos em espaços delimitados dentro do ambiente citadino, os resultados transcendem a mera melhoria nas condições de vida da população. O engajamento nessa atividade gera uma ampla gama de vantagens tangíveis e intangíveis. As redes interconectadas que se formam nesse contexto proporcionam não somente a melhoria das condições econômicas das comunidades locais, mas também desencadeiam um ciclo virtuoso de múltiplos benefícios.

    Primeiramente, a promoção da agricultura urbana cria oportunidades de emprego diretas e indiretas, contribuindo para a dinamização da economia local e para a inclusão socioeconômica de diversos grupos. Além disso, a produção local de alimentos frescos e saudáveis proporciona um acesso mais equitativo a uma dieta nutritiva, contribuindo para a segurança alimentar e para a promoção da saúde.

    A reciclagem de matéria orgânica, característica intrínseca da agricultura urbana, fortalece os ciclos sustentáveis da natureza ao transformar resíduos em recursos valiosos, como adubos orgânicos. Esse processo, por sua vez, enriquece o solo, melhorando sua qualidade e fertilidade ao longo do tempo, o que é essencial para a manutenção da produtividade agrícola e a resiliência ambiental das áreas urbanas.

    Adicionalmente, a prática da agricultura urbana tem um impacto visual e ambiental positivo, uma vez que os espaços utilizados para cultivo se convertem em áreas verdes produtivas, oferecendo benefícios estéticos, de lazer e de resfriamento urbano. Essas áreas também podem abrigar habitats para a fauna local, contribuindo para a biodiversidade em meio ao ambiente urbano.

    Portanto, a promoção da agricultura urbana vai além de um simples enriquecimento da oferta de alimentos locais. Ela estabelece uma teia complexa de interdependências que fortalecem os laços sociais, a economia, a saúde e o ambiente nas cidades, ressaltando seu papel fundamental na construção de comunidades mais resilientes, sustentáveis e saudáveis.

    A agricultura na área urbana sempre esteve intrinsecamente integrada ao sistema econômico das cidades, porém, somente nas décadas de 1990 foi mundialmente reconhecida e denominada pela ONU como 'agricultura urbana'. Essa prática consiste na produção agrícola dentro dos limites urbanos, o que resulta em uma série de benefícios significativos, incluindo a geração de empregos, o fornecimento de alimentos frescos e a comercialização local de produtos agrícolas. Além disso, a agricultura urbana desempenha um papel crucial na organização das áreas urbanas, contribuindo para a sustentabilidade ambiental, a resiliência das comunidades locais e a redução da pegada de carbono associada ao transporte de alimentos. Com o seu reconhecimento global, a agricultura urbana adquiriu uma relevância indiscutível como um componente fundamental para a segurança alimentar, o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida nas cidades.

    Ao redor do globo terrestre, diversas nações têm implementado medidas voltadas à segurança alimentar, baseando-se no planejamento dos espaços urbanos como uma forma de promover o desenvolvimento humano. Esse movimento global culminou na criação de organizações de grande relevância, como a FAO (Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas) e o RUAF (Centro de Recursos para Agricultura e Silvicultura Urbana), entre outras, todas com o propósito de assegurar o acesso à alimentação para a população e fomentar o desenvolvimento humano sustentável.

    Conforme enfatizado por Santos (2008), a compreensão do espaço demanda uma análise das relações sociais presentes, ou seja, a identificação dos agentes envolvidos, os processos em ação e a função desempenhada na construção do ambiente. Nesse contexto, a agricultura urbana surge como um rompimento com a concepção tradicional de que o trabalho agrícola está restrito apenas ao campo, pois ela transforma a produção de alimentos e confere uma dimensão social aos espaços urbanos, aproveitando a disponibilidade de terras e atendendo às necessidades da população. Essa abordagem integrada entre o rural e o urbano representa uma importante estratégia para promover a sustentabilidade, a segurança alimentar e a qualidade de vida nas cidades.

    Nesse sentido, ao incentivar e fomentar a prática da agricultura urbana voltada à produção de alimentos em espaços delimitados dentro do ambiente citadino, os resultados transcendem a mera melhoria nas condições de vida da população. O engajamento nessa atividade gera uma ampla gama de vantagens tangíveis e intangíveis. As redes interconectadas que se formam nesse contexto proporcionam não somente a melhoria das condições econômicas das comunidades locais, mas também desencadeiam um ciclo virtuoso de múltiplos benefícios.

    Primeiramente, a promoção da agricultura urbana cria oportunidades de emprego diretas e indiretas, contribuindo para a dinamização da economia local e para a inclusão socioeconômica de diversos grupos. Além disso, a produção local de alimentos frescos e saudáveis proporciona um acesso mais equitativo a uma dieta nutritiva, contribuindo para a segurança alimentar e para a promoção da saúde.

    A reciclagem de matéria orgânica, característica intrínseca da agricultura urbana, fortalece os ciclos sustentáveis da natureza ao transformar resíduos em recursos valiosos, como adubos orgânicos. Esse processo, por sua vez, enriquece o solo, melhorando sua qualidade e fertilidade ao longo do tempo, o que é essencial para a manutenção da produtividade agrícola e a resiliência ambiental das áreas urbanas.

    Adicionalmente, a prática da agricultura urbana tem um impacto visual e ambiental positivo, uma vez que os espaços utilizados para cultivo se convertem em áreas verdes produtivas, oferecendo benefícios estéticos, de lazer e de resfriamento urbano. Essas áreas também podem abrigar habitats para a fauna local, contribuindo para a biodiversidade em meio ao ambiente urbano.

    Portanto, a promoção da agricultura urbana vai além de um simples enriquecimento da oferta de alimentos locais. Ela estabelece uma teia complexa de interdependências que fortalecem os laços sociais, a economia, a saúde e o ambiente nas cidades, ressaltando seu papel fundamental na construção de comunidades mais resilientes, sustentáveis e saudáveis.

    Nesse contexto, a agricultura urbana tem emergido como um componente crucial no planejamento das cidades ao longo das últimas duas décadas. No entanto, é notório que as ações de transformação e integração da agricultura à vida urbana ganharam tração somente a partir da segunda metade do século XX, o que evidencia um notável atraso na inserção dessa atividade como um elemento fundamental da estrutura territorial urbana.

domingo, 23 de julho de 2023

Os Oceanos do Planeta Terra: Um Ecossistema Vital para a Vida e o Clima

Referência: CASTELLO, Jorge P. KRUG, Luiz C. Introdução às ciências do mar. Pelotas: Editora Textos, 2015.

 

Fonte: www.infoescola.com

       Os oceanos cobrem aproximadamente 71% da superfície da Terra, representando um ecossistema vasto e diversificado. Sua importância vai além do que pode ser facilmente percebido, com a capacidade de influenciar processos globais que afetam a vida em nosso planeta. As profundezas do oceano representam uma das últimas fronteiras inexploradas do nosso planeta, a profundidade média é de aproximadamente 3.700 metros, todavia, as fossas oceânicas chegam a atingir mais de 10.000 metros abaixo do nível do mar.

    Esses vastos corpos de água salgada desempenham um papel vital na regulação do clima, na manutenção da biodiversidade e na sustentação da vida em nosso planeta. Existem cinco oceanos principais no planeta Terra: Oceano Pacífico, Oceano Atlântico, Oceano Índico, Oceano Antártico e Oceano Ártico, a exploração dos oceanos tem sido objeto de interesse para cientistas e pesquisadores, pois acredita-se que essas regiões possam abrigar formas de vida ainda desconhecidas e potencialmente valiosas para a ciência.

    Os oceanos da Terra são o habitat de uma infinidade de espécies marinhas, desde as menores criaturas, como o plâncton, até os maiores mamíferos, como as baleias. Além disso, os oceanos também desempenham um papel vital na economia global, pois fornecem recursos naturais. De acordo com Castello e Krug (2015, p. 27) a formação dos oceanos tem origem:

A crosta primitiva, submetida a contínuos processos de fusão e ressolidificação, corresponde aos atuais continentes. Estes, paralelamente, também foram sendo submetidos aos mecanismos de ação dos agentes externos (chuva, vento, gelo, etc.), que desagregam e decompõem as rochas da superfície e redistribuem estes materiais por sobre toda a face do planeta. A água da superfície, inclusive os oceanos, tem sua origem controversa, com um grupo de cientistas afirmando que a maior parte provém de fora do sistema solar, que aqui chegou por meio de cometas formados de gelo, dióxido de carbono e outros gases congelados, assim como através de outros materiais atraídos pela gravidade terrestre, ricos em voláteis e água. Há cientistas, no entanto, que acreditam que a maioria da água estava aprisionada em minerais constituintes da forma primitiva do planeta, que foram liberados para a atmosfera ou para a superfície nas fases de fusão e solidificação.

    Por conseguinte, cada oceano tem sua particularidade, por conseguinte, Oceano Pacífico é o maior e mais profundo dos oceanos, ocupando cerca de um terço da superfície terrestre. Abrange uma extensa área que se estende desde a costa oeste das Américas até a costa leste da Ásia e Austrália. O Oceano Pacífico abriga uma grande variedade de ecossistemas marinhos e é conhecido por abrigar algumas das mais profundas e impressionantes trincheiras oceânicas. Oceano Atlântico é o segundo maior oceano do mundo e está localizado entre as Américas a oeste e a Europa e a África a leste. O Atlântico é de grande importância histórica, pois foi palco de muitas explorações e descobertas durante a era dos descobrimentos. Ele também desempenha um papel crítico no transporte de calor pelo globo, influenciando o clima em várias regiões. Oceano Índico é localizado entre a África, a Ásia e a Austrália, o Oceano Índico é o terceiro maior oceano da Terra. Ele é conhecido por suas águas quentes e ricas em nutrientes, que sustentam uma grande variedade de vida marinha, incluindo corais, peixes e mamíferos marinhos. Oceano Antártico é também conhecido como Oceano do Sul, é o oceano que circunda a Antártica. Embora seja o menor dos oceanos em extensão, desempenha um papel crucial na regulação climática global, pois ajuda a circular água fria em direção aos outros oceanos, desempenhando um papel importante no controle do clima da Terra. Oceano Ártico é o menor e mais setentrional dos oceanos, cercado pelas terras do Ártico, incluindo partes da América do Norte, Europa e Ásia. O Oceano Ártico é conhecido por suas extensas geleiras e é fundamental para a regulação da temperatura global, uma vez que reflete a luz solar de volta ao espaço.

    A exploração das profundezas do oceano tem sido objeto de interesse para cientistas e pesquisadores, pois acredita-se que essas regiões possam abrigar formas de vida ainda desconhecidas e potencialmente valiosas para a ciência. As profundezas abissais são um ambiente extremamente desafiador e hostil para os seres humanos, devido à alta pressão, escuridão total e temperaturas baixas. A pressão nas camadas mais profundas pode ser milhares de vezes maior do que a pressão ao nível do mar, o que faz com que poucas criaturas tenham adaptado a essas condições extremas.

     Dentre os locais mais profundos do oceano, destacam-se a Fossa das Marianas, localizada no Oceano Pacífico, que abriga o ponto mais profundo conhecido na Terra, chamado de "Challenger Deep", com cerca de 11.000 metros de profundidade. Outras fossas oceânicas notáveis incluem a Fossa de Porto Rico, a Fossa de Java e a Fossa das Curilas.

     Além de suas características geológicas, as profundezas do oceano desempenham um papel vital no funcionamento dos ecossistemas marinhos e na regulação do clima global, armazenando uma quantidade significativa de carbono e atuando como um reservatório essencial para uma variedade de espécies marinhas. A exploração contínua das profundezas do oceano requer tecnologias avançadas, como submarinos e veículos robóticos operados remotamente (ROVs) para investigar esse ambiente misterioso e entender melhor a vida que existe ali, bem como sua importância para a saúde e equilíbrio do nosso planeta.

      Entretanto, os oceanos também enfrentam ameaças significativas, como a poluição, a sobre pesca, a acidificação devido ao aumento do dióxido de carbono na atmosfera e o aquecimento global. A conservação e proteção dos oceanos são fundamentais para garantir a sobrevivência das espécies marinhas e a saúde do nosso planeta como um todo. A conscientização sobre a importância dos oceanos e a adoção de práticas sustentáveis são essenciais para garantir um futuro saudável para esses ecossistemas vitais.

      Sua importância vai além do que pode ser facilmente percebido, com a capacidade de influenciar processos globais que afetam a vida em nosso planeta. A diversidade de espécies inclui desde o plâncton microscópico, que serve como base da cadeia alimentar, até as baleias, que desempenham um papel crucial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas marinhos. "Os oceanos armazenam 50 vezes mais calor do que a atmosfera da Terra." (IPCC, 2019). Eles absorvem e retêm calor do sol, ajudando a estabilizar as temperaturas em escala planetária e amenizando extremos climáticos. Além disso, os oceanos desempenham um papel vital no ciclo do carbono. O fitoplâncton marinho realiza a fotossíntese, capturando dióxido de carbono (CO2) da atmosfera e liberando oxigênio. O fitoplâncton é responsável por aproximadamente metade da produção global de oxigênio. Essa interação entre os oceanos e a atmosfera ajuda a regular o equilíbrio de gases de efeito estufa e é fundamental para a manutenção do clima da Terra.

    Em relação à economia, os oceanos são uma fonte inestimável de recursos naturais. Milhões de pessoas dependem da pesca como fonte de alimento e sustento. "Mais de 3 bilhões de pessoas dependem de recursos marinhos e costeiros para sua subsistência." (FAO, 2018). Além disso, os oceanos são fonte de minerais, petróleo, gás natural e outras matérias-primas importantes para a economia global.

      Por fim, os oceanos da Terra são fundamentais para a manutenção da biodiversidade, a regulação do clima global e o bem-estar das sociedades humanas. Sua preservação é uma questão urgente e essencial para garantir um futuro sustentável para as gerações presentes e futuras. A ciência tem um papel crucial em fornecer informações para embasar políticas e práticas que promovam a conservação e a utilização sustentável desses preciosos ecossistemas marinhos. A preservação dos oceanos é uma responsabilidade coletiva da humanidade. É imperativo adotar práticas de conservação e sustentabilidade para proteger esse ecossistema essencial para a vida e a saúde do nosso planeta.

segunda-feira, 10 de julho de 2023

A Serra da Capivara: Tesouro Arqueológico e Patrimônio Cultural Brasileiro


Referência: STRAUSS, A; OLIVEIRA, F. N; e VIANA, S. Serra da Capivara: rock art and the South American archaeological context. Journal of Archaeological Science, 42, 441-451, 2014.


Fonte: www.oglobo.globo.com

    A Serra da Capivara, localizada no estado do Piauí, Brasil, é um tesouro arqueológico e um importante patrimônio cultural do país. Com uma rica diversidade de sítios pré-históricos, a região abriga evidências impressionantes da presença humana e da evolução cultural ao longo de milênios.

    A Serra da Capivara é conhecida por abrigar um dos maiores complexos de sítios arqueológicos do continente americano. Descobertos a partir da década de 1970, esses sítios têm proporcionado uma compreensão mais profunda sobre a ocupação humana na América do Sul e as culturas que ali floresceram ao longo do tempo. Os vestígios encontrados na região abrangem um período que vai desde 50.000 anos atrás até o período histórico, com destaque para a presença dos povos pré-históricos conhecidos como caçadores-coletores do Nordeste do Brasil.

    Dentre os sítios mais famosos da Serra da Capivara, destaca-se o Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1991. Esse parque abriga inúmeras pinturas rupestres, gravuras e vestígios arqueológicos que oferecem informações sobre a vida e as práticas culturais das populações antigas. As pinturas rupestres são especialmente notáveis, apresentando uma grande variedade de temas, como animais, figuras humanas, cenas de caça, rituais, sexo e manifestações simbólicas.

    As pesquisas na Serra da Capivara têm revelado informações valiosas sobre a história, a cultura e o modo de vida das populações pré-históricas da região. Estudos têm sido conduzidos para entender a organização social, a subsistência, as crenças desses povos. Através de escavações arqueológicas, análises de artefatos e estudos paleoambientais, os pesquisadores têm ampliado nosso conhecimento sobre o passado pré-histórico do Brasil.

    A conservação e preservação dos sítios arqueológicos da Serra da Capivara são fundamentais para garantir a continuidade das pesquisas e a proteção desse patrimônio cultural único. Esforços têm sido feitos para promover a conscientização pública, envolver as comunidades locais na preservação e desenvolver estratégias sustentáveis de turismo cultural na região.

    Por fim, além das pinturas rupestres, o parque também apresenta uma paisagem impressionante, com formações rochosas únicas e uma diversidade na flora e fauna da região. A presença de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção destaca a importância da conservação desse ambiente natural.

    O trabalho de preservação e divulgação realizado no Parque Nacional Serra da Capivara é fundamental para garantir a proteção desse patrimônio. Guias especializados acompanham os visitantes, fornecendo informações valiosas sobre a história, a arqueologia e a biodiversidade da região. A conscientização sobre a importância da preservação ambiental e arqueológica é um dos principais objetivos do parque. Através de programas educativos, atividades interativas e exposições, os visitantes têm a oportunidade de aprender sobre a história da região e a importância de sua proteção.

    O Parque Nacional Serra da Capivara também contribui para o desenvolvimento sustentável da região, promovendo o turismo consciente e a geração de renda para as comunidades locais. Em resumo, o Parque Nacional Serra da Capivara é um local único, que oferece uma experiência enriquecedora para aqueles que buscam conhecer a história, a cultura e a natureza do Brasil. É um patrimônio valioso que merece continuar sendo preservado.


sexta-feira, 23 de junho de 2023

Natureza Intocada: O inicio da proteção ambiental nos Estados Unidos


Referência: DIEGUES, Antonio Carlos. O mito moderno da natureza intocada. ed. 06, ampliada. São Paulo. Hucitec Npaud, 2008.


Fonte: www.terra.com.br

        Segundo Diegues (2008), o surgimento do movimento para a criação de áreas naturais protegidas nos "Estados Unidos", segue com a quebra das concepções ideológicas na Europa do século XVIII, onde o espaço era valorizado apenas para a produção na agricultura, todavia, com a  presença forte do romantismo no século seguinte a valorização do mundo natural passou a ser escrito e pensado como o paraíso perdido, o refugio, a beleza selvagem, a terra dos sonhos e tantas outras nomeações possíveis para descrever a natureza.

    A fascinação humana para essas áreas cresceu ao mesmo tempo que ideias preservacionistas se tornava importante, sendo resultado do sentimento humano pelo imaginário e as possibilidades do desconhecido selvagem, a simbologia ganhava força, havia se estabelecido na falta de experiências do individuo urbano e da inocência com as aventuras fantasiosas. Para as perspectivas de Diegues (2008, p.26) a natureza intocada se tratava:

[...] na Europa, o lugar de descoberta da alma humana, do imaginário do paraíso perdido, da inocência infantil, do refugio e da intimidade, da beleza e do sublime. Nessa procura, as ilhas marítimas e oceânicas. [...] Não é por acaso que a ilha de Robinson Crusoe, descrita por Daniel Defoe, no século XVIII representa a síntese da simbologia do paraíso perdido após a expulsão do homem. Essas ideias, sobretudo a dos românticos do século XIX, tiveram, portanto, grande influência na criação de áreas naturais protegidas, consideradas como "ilhas" de grande beleza e valor estético que conduziam o ser humano à meditação das maravilhas da natureza intocada. 

      O surgimento do pensamento preservacionista na Europa do século XIX, através do romantismo contribui para o surgimento do primeiro modelo de Parque do mundo, situado nos Estados Unidos o Parque "Yellowstone" surgiu através da visão de conservação do "mundo natural", abrigando uma diversidade de animais selvagens como o Bisonte-americano, Alce, Raposa-vermelha, Urso-pardo, Veado, Puma e demais espécies pertencentes a fauna e flora, além de contar contar com elementos geológicos como gêiseres e fontes termais.

        Em relação ao modelo proposto no Parque Yellowstone, podemos identificar que serviu de base para demais Parques que veio a surgir depois, todavia, o modelo proposto nos Estados Unidos havia a suas falhas, que colaborou para a discussão entre desenvolvimentistas versus os conservacionista. Essa discussão sintetizada por Gilfford Pichot e Jonh Muir, teve grande importância para evolução da conservação dentro e fora do continente americano.

        Por fim, ao considerar as interações dos organismos como fauna, flora e ação humana presente em um espaço, a conservação que se iniciou nos Estados Unidos excluir a responsabilidade para demais áreas que não fossem Parques, e ignorou a primeiro momento a influencia humana como contribuído para a recuperação dos espaços de preservação, não percebendo que a conservação dos recursos naturais poderiam ocorrer através do desenvolvimento sustentável. Nesse sentido, o equilibro sendo fundamental para proteção ambiental na atualidade, por conseguinte, compreendemos que o ideal de natureza intocada que surgiu no século XIX nos Estados Unidos, foi de grande importância para o período da época,  levou em escala global e influenciou o interesse da natureza selvagem além de um espaço para a produção e beneficio da população das cidades, considerando a natureza como digna de ser protegida.                      

 

A TRANSFORMAÇÃO DA EDUCAÇÃO E SUA DINÂMICA

Fonte: Autor, 2023. A educação, ao longo dos séculos, passou por diversas transformações. Com o surgimento de novas tecnologia e o surgiment...